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Sem vice-prefeito, Linhares pode ter cenário inédito: quem comandará a Prefeitura se Lucas Scaramussa for afastado?

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Eleição de Franco Fiorot para deputado estadual abre uma lacuna no Executivo municipal e coloca a eleição da presidência da Câmara no centro do jogo político de 2027

A eleição de Franco Fiorot para deputado estadual em 2026 vai provocar uma mudança importante na estrutura política de Linhares a partir de 2027: o município ficará sem um vice-prefeito eleito para completar o mandato ao lado do prefeito Lucas Scaramussa.

Lucas e Franco foram eleitos juntos para comandar o Executivo municipal no período de 2025 a 2028. Com a eleição de Franco para a Assembleia Legislativa, porém, a cadeira de vice-prefeito ficará sem um titular eleito.

E é justamente nesse ponto que uma questão política começa a ganhar peso nos bastidores de Linhares: quem assumiria a Prefeitura em um eventual afastamento de Lucas Scaramussa?

A resposta está na própria Lei Orgânica do município.

O artigo 47 estabelece que, em caso de impedimento do prefeito e do vice-prefeito, ou de vacância dos dois cargos, será chamado ao exercício do cargo de prefeito o presidente da Câmara Municipal.

Na prática, isso significa que a eleição para a presidência do Legislativo de Linhares, que normalmente poderia ser vista apenas como uma disputa interna entre vereadores, ganha uma dimensão política ainda maior a partir de 2027.

 

A presidência da Câmara pode ganhar um peso inédito

 

O atual presidente da Câmara, Roninho Passos, não deverá disputar a reeleição para comandar a Casa no biênio 2027/2028. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (7) e deve ser oficializada pelo próprio vereador em coletiva prevista para esta sexta-feira (9).

Com isso, a disputa pela sucessão de Roninho já movimenta os bastidores do Legislativo.

Um dos nomes que aparece à frente das articulações é o vereador Juarez Donatelli, apontado como possível candidato à presidência da Câmara para o próximo biênio. O chamado G10 já iniciou conversas sobre a composição da futura Mesa Diretora, embora ainda não exista uma chapa oficialmente definida.

E é justamente aí que o cenário começa a chamar atenção.

 

Um grupo com nomes ligados a Guerino Zanon

 

Entre os vereadores que integram ou são apontados como integrantes da articulação estão Juarez Donatelli, Pâmela Maia, Roque Chile, Juninho Buguiu, Jaguará da Saúde e Kauan do Salão, nomes que possuem relação política com o grupo do ex-prefeito Guerino Zanon.

A composição divulgada na tarde desta quarta-feira (7) inclui ainda Adriel Pajé, Kelley Bonicenha, Professor Antônio Cesar e Alysson Reis. Segundo a publicação, apesar de ser chamado de G10, o grupo atualmente reúne nove nomes e pode receber novas adesões.

A movimentação ocorre justamente no momento em que a presidência da Câmara passa a ter uma importância que vai muito além da condução das sessões legislativas.

 

E se Lucas precisar se afastar?

 

É importante deixar claro: não existe, neste momento, qualquer indicação de que Lucas Scaramussa esteja prestes a deixar o cargo.

A questão é institucional e hipotética.

Mas imagine um cenário em que, por qualquer razão prevista em lei, o prefeito precise se afastar temporariamente ou fique impedido de exercer suas funções.

Com Franco Fiorot fora da Prefeitura e exercendo o mandato de deputado estadual, Linhares não terá um vice-prefeito eleito para assumir o Executivo.

Nesse cenário, a Lei Orgânica estabelece que o presidente da Câmara seja chamado ao exercício da Prefeitura.

Ou seja: o vereador que ocupar a presidência da Câmara em 2027 poderá, em determinadas circunstâncias, ser também a autoridade constitucionalmente chamada a assumir a Prefeitura de Linhares.

É uma situação que transforma a eleição da Mesa Diretora em uma disputa com consequências políticas muito maiores.

 

A Câmara pode se tornar peça-chave do Executivo

 

A Câmara Municipal de Linhares possui 17 vereadores. A Mesa Diretora é formada por quatro parlamentares, com mandato de dois anos.

A partir de 2027, entretanto, o presidente terá uma responsabilidade adicional que não existia no início do atual mandato: diante de um eventual impedimento simultâneo do prefeito e do vice-prefeito, será ele quem poderá ser chamado para exercer a chefia do Executivo municipal.

Isso coloca a eleição de dezembro deste ano sob uma perspectiva diferente.

De um lado, está a atual base política do prefeito Lucas Scaramussa, que terá de observar com atenção a formação da próxima Mesa Diretora.

Do outro, cresce uma articulação de vereadores que já começa a mirar a presidência da Câmara e que reúne parlamentares com diferentes trajetórias e vínculos políticos, incluindo nomes ligados ao grupo de Guerino Zanon.

 

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