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Do MBL à disputa pelo Planalto: quem é Renan Santos, candidato à Presidência

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Renan Santos nunca ocupou um cargo público, mas chega às eleições de 2026 como candidato à Presidência da República. Fundador do Movimento Brasil Livre e presidente do partido Missão, ele tenta transformar a força construída nas ruas e nas redes sociais em votos.

Aos 42 anos, Renan faz sua estreia nas urnas diretamente na disputa pelo cargo mais importante do país. Sua candidatura se apresenta como oposição tanto ao presidente Lula quanto ao grupo político da família Bolsonaro.

Com um discurso duro sobre segurança, corrupção e funcionamento do Estado, Renan busca principalmente o eleitorado jovem e insatisfeito com os grupos tradicionais da política brasileira.

Quem é Renan Santos

Nascido em São Paulo, em 1984, Renan Antônio Ferreira dos Santos começou a participar de movimentos políticos durante sua passagem pelo curso de Direito da Universidade de São Paulo.

Ele não concluiu a graduação e deixou a universidade para trabalhar nas empresas da família. Posteriormente, passou a atuar como empresário, ativista político e articulador de movimentos liberais.

Renan ganhou projeção nacional como um dos fundadores do Movimento Brasil Livre. O MBL tornou-se conhecido principalmente pela organização das manifestações favoráveis ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2015 e 2016.

O movimento também apoiou Jair Bolsonaro no segundo turno de 2018, mas rompeu com o ex-presidente durante o governo. Desde então, Renan tornou-se crítico tanto do PT quanto do bolsonarismo.

A criação do partido Missão

Depois de anos atuando como movimento político, integrantes do MBL trabalharam na criação de um partido próprio. A legenda recebeu o nome de Missão e foi autorizada a participar das eleições de 2026.

Renan assumiu a presidência nacional da nova sigla e foi escolhido como seu primeiro candidato à Presidência.

Por nunca ter disputado uma eleição anteriormente, ele tenta usar justamente a ausência de experiência em cargos públicos como parte do discurso de renovação política.

O que Renan Santos defende

O plano de governo do Missão recebe o nome de “Livro Amarelo” e apresenta propostas para segurança pública, economia e organização do Estado.

Entre as principais bandeiras estão o combate rigoroso às facções criminosas, a reforma administrativa, o corte de privilégios no serviço público e a redução dos chamados supersalários.

Renan também defende mudanças na legislação trabalhista, controle dos gastos públicos e medidas para aumentar o número de empregos formais. Uma de suas metas é fazer com que nenhum estado tenha mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada.

Na segurança, adotou declarações consideradas controversas ao defender ações letais contra criminosos. Também causou repercussão ao propor que o Brasil desenvolva uma arma nuclear como instrumento de defesa e soberania nacional.

Uma candidatura construída nas redes

Renan aposta na capacidade de comunicação digital desenvolvida pelo MBL. Seus discursos são direcionados principalmente aos eleitores mais jovens e aos que rejeitam as principais forças políticas do país.

A candidatura, porém, enfrenta o desafio de transformar visibilidade nas redes sociais em uma estrutura eleitoral capaz de competir nacionalmente.

Sem experiência em cargos públicos e à frente de um partido recém-criado, Renan tenta convencer os brasileiros de que a renovação deve começar diretamente pela Presidência da República.

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