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De empresário a governador: quem é Romeu Zema, candidato à Presidência

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Romeu Zema deixou a administração de um grupo empresarial para entrar na política e, logo em sua primeira eleição, tornou-se governador de Minas Gerais. Depois de comandar o segundo estado mais populoso do Brasil por dois mandatos, ele tenta repetir o caminho e chegar à Presidência da República.

Aos 61 anos, Zema disputa o Palácio do Planalto pelo Partido Novo. O senador Eduardo Girão, do Ceará, foi escolhido como candidato a vice-presidente.

Sua campanha apresenta a experiência administrativa em Minas Gerais como principal credencial e defende a aplicação de um modelo de gestão mais próximo ao da iniciativa privada no Governo Federal.

Quem é Romeu Zema

Romeu Zema Neto nasceu em Araxá, no interior de Minas Gerais. É formado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas e construiu sua carreira profissional no grupo empresarial fundado por sua família.

O Grupo Zema atua em setores como varejo, postos de combustíveis, concessionárias de veículos e serviços financeiros. Romeu assumiu a administração dos negócios em 1991 e permaneceu à frente das empresas até entrar para a política.

Em 2018, filiou-se ao Partido Novo e concorreu ao governo de Minas Gerais. Inicialmente pouco conhecido, cresceu durante a campanha e venceu o segundo turno contra Antonio Anastasia.

Zema foi reeleito em 2022 ainda no primeiro turno, tornando-se uma das principais lideranças nacionais do Novo.

A gestão em Minas Gerais

Durante seus mandatos, Zema adotou um discurso voltado à redução de despesas, à organização das contas públicas e à diminuição da estrutura administrativa.

O governador afirma que recebeu Minas Gerais com salários atrasados, dívidas e dificuldades financeiras. Sua gestão destaca como resultados a regularização do pagamento dos servidores e a atração de investimentos privados.

Os adversários, porém, criticam a condução da dívida do estado, a relação com o funcionalismo público e as tentativas de privatização de empresas estatais mineiras.

Essas discussões devem acompanhar Zema durante a campanha, já que seu governo em Minas será utilizado como principal referência para avaliar sua capacidade administrativa.

O que Romeu Zema defende

Na economia, Zema defende a redução do tamanho do Estado, privatizações, equilíbrio das contas públicas e maior liberdade para empresas e empreendedores.

O candidato também propõe uma reforma administrativa, a revisão de benefícios considerados excessivos no serviço público e a diminuição da burocracia.

Na segurança, defende maior rigor contra criminosos e o fortalecimento das forças policiais. Em temas políticos, mantém uma posição crítica ao PT e a decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal.

Zema também defende uma revisão da participação brasileira em alianças internacionais, incluindo o relacionamento com os países que formam o Brics.

Direita sem Bolsonaro

Embora tenha apoiado Jair Bolsonaro em eleições anteriores, Zema tenta construir uma candidatura própria dentro da direita. Ele rejeitou a possibilidade de ser vice de Flávio Bolsonaro e decidiu permanecer na disputa presidencial.

Seu desafio é mostrar diferenças em relação ao bolsonarismo sem perder o eleitor conservador, além de ampliar sua popularidade para além de Minas Gerais.

Depois de surpreender em sua primeira eleição para governador, Romeu Zema tenta repetir nacionalmente a imagem de empresário que entrou na política para administrar o poder público.

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