Renzo Vasconcelos muda de posição e anuncia apoio a Pazolini no segundo turno após PSD ficar neutro na primeira etapa

O prefeito de Colatina e presidente estadual do PSD, Renzo Vasconcelos, anunciou nesta terça-feira (6) seu apoio a Lorenzo Pazolini na disputa pelo Governo do Espírito Santo no segundo turno das eleições.
O prefeito de Colatina e presidente estadual do PSD, Renzo Vasconcelos, anunciou nesta terça-feira (6) seu apoio a Lorenzo Pazolini na disputa pelo Governo do Espírito Santo no segundo turno das eleições.
O anúncio foi feito pelas redes sociais, acompanhado de uma fotografia dos dois políticos juntos. Na publicação, Renzo escreveu:
“Por mudanças, por valores e por princípios que eu acredito, neste segundo turno meu apoio ao Governo do Espírito Santo é a Lorenzo Pazolini. Dia 25 é 🔟 na cabeça!”
A manifestação marca uma mudança em relação à posição adotada pelo PSD no primeiro turno. Durante a convenção realizada em agosto, o partido decidiu não apoiar nenhum dos candidatos ao governo e lançou uma candidatura própria ao Senado, com o deputado estadual Sérgio Meneguelli.
Uma aliança que quase aconteceu
O apoio anunciado nesta terça-feira retoma uma aproximação que já havia sido construída meses antes.
Durante a pré-campanha, o PSD chegou a declarar apoio a Pazolini. Nas negociações, uma das possibilidades discutidas era a indicação de Lívia Vasconcelos, esposa de Renzo, para ocupar a vaga de vice-governadora na chapa.
A composição, porém, não avançou.
O principal ponto de conflito foi a candidatura de Sérgio Meneguelli ao Senado. Renzo havia assumido o compromisso de garantir a candidatura do deputado estadual, mas a composição liderada por Pazolini, especialmente após a entrada do PL no grupo, não acomodou a pretensão do PSD.
Em agosto, Renzo chegou a conversar também com o grupo de Ricardo Ferraço. No fim das articulações, entretanto, o PSD optou pela neutralidade para o governo e confirmou Meneguelli na disputa pelo Senado.
Decisão provocou saída de Guerino Zanon
A mudança de posição do PSD provocou uma das principais rupturas dentro da legenda durante o período pré-eleitoral.
O ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon anunciou sua saída do partido justamente após a decisão de neutralidade.
Guerino defendia que o PSD permanecesse ao lado de Pazolini e afirmou que deixaria a legenda caso o partido não apoiasse o candidato do Republicanos. Depois da decisão, confirmou a desfiliação e declarou apoio a Pazolini.
A saída ganhou ainda mais repercussão porque Guerino havia sido um dos nomes importantes do PSD no Espírito Santo e já tinha manifestado descontentamento com os rumos da legenda antes da convenção.
PSD também enfrentou dificuldades para montar chapa proporcional
A crise política em torno das alianças majoritárias ocorreu paralelamente a dificuldades na formação das chapas proporcionais.
O PSD, uma das maiores legendas do país, não conseguiu registrar uma chapa de candidatos a deputado estadual no Espírito Santo. A situação chamou atenção porque o partido era comandado no Estado por Renzo e havia iniciado o ano com a expectativa de ampliar seu espaço político.
Na disputa para deputado federal, o partido chegou a registrar candidatos, mas a campanha também enfrentou problemas. Candidatos reclamaram publicamente da falta de recursos e de estrutura, e alguns chegaram a anunciar a intenção de desistir da disputa.
Outro movimento que chamou atenção foi o apoio declarado por Renzo a candidatos de outras siglas, entre eles Da Vitória, do PP, para deputado federal, e Paulo Foletto, do PSB, para deputado estadual. Para o Senado, Renzo apoiou Meneguelli e Evair de Melo.
Meneguelli ficou fora
Com a candidatura de Meneguelli no centro das negociações do PSD, o resultado das urnas encerrou uma das principais questões que haviam impedido o partido de caminhar com Pazolini no primeiro turno.
Meneguelli não conquistou uma das duas vagas ao Senado e, com isso, deixou de existir a candidatura majoritária do PSD que havia sido tratada como prioridade por Renzo durante as convenções.
O próprio prefeito de Colatina explicou, nesta terça-feira, que havia recuado anteriormente do apoio a Pazolini justamente por causa do compromisso assumido com Meneguelli. Segundo Renzo, agora o cenário é diferente.
“Quem fala pelo partido sou eu”, afirma Renzo
Ao anunciar o apoio nesta terça-feira, Renzo também fez questão de deixar claro que a decisão representa a posição do diretório estadual do PSD.
Em declaração publicada nesta terça, o prefeito afirmou que Paulo Hartung, principal liderança do PSD no Estado, não participou da decisão.
“Quem fala pelo partido sou eu. Foi uma decisão partidária, junto com a nacional”, afirmou Renzo.
A fotografia publicada ao lado de Pazolini simboliza, portanto, uma reaproximação que ficou pelo caminho durante o primeiro turno.
Em agosto, Renzo havia escolhido a neutralidade para preservar a candidatura de Meneguelli ao Senado. Agora, com o resultado da primeira etapa e a disputa pelo governo reduzida ao segundo turno, o presidente estadual do PSD retorna ao palanque de Pazolini e afirma que pretende participar ativamente da campanha.
A movimentação recoloca Renzo e o PSD no mesmo campo político de Pazolini e encerra, pelo menos neste momento, uma das principais incógnitas deixadas pelas articulações eleitorais do partido no Espírito Santo.
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