Meneguelli reage a críticas da direita e dispara: “Me chamar de esquerdista é coisa de Patriotario”

Candidato ao Senado pelo PSD afirma ser de centro-direita e tenta afastar rótulo de esquerda em meio à disputa por uma das duas vagas no Espírito Santo.
A corrida pelo Senado no Espírito Santo ganhou mais um ingrediente nesta semana. Candidato pelo PSD, Sérgio Meneguelli reagiu às críticas de setores da direita que tentam associá-lo à esquerda e afirmou que esse tipo de classificação não corresponde ao seu posicionamento político.
Em entrevista à coluna da jornalista Letícia Gonçalves, de A Gazeta, Meneguelli foi direto ao comentar os ataques que vem recebendo: “Esse negócio de me chamar de esquerdista é coisa de alguns patriotários.”
A declaração coloca o ex-prefeito de Colatina no centro de uma disputa que vai muito além das duas vagas disponíveis para o Senado. Com 11 candidatos no páreo, a tendência é de uma corrida bastante pulverizada, principalmente pela segunda cadeira, já que Renato Casagrande aparece como favorito em diferentes levantamentos recentes.
Meneguelli tenta ocupar espaço no centro-direita
Na entrevista, Meneguelli se define como um político de centro-direita e rejeita a tentativa de enquadrá-lo como um candidato de esquerda.
A estratégia pode ser importante para sua campanha. O eleitorado capixaba de direita possui nomes competitivos na disputa, e Meneguelli terá de encontrar espaço entre candidatos que já possuem identificação consolidada com esse segmento.
Ao mesmo tempo, seu discurso pode ampliar a possibilidade de diálogo com eleitores que não se identificam com os polos mais radicalizados da política.
A própria análise publicada por A Gazeta aponta que Meneguelli pode disputar votos tanto no campo da direita quanto entre eleitores de centro e centro-esquerda, tornando sua candidatura uma espécie de incógnita na corrida.
Uma eleição diferente daquela de 2022
Meneguelli chega à disputa com um ativo eleitoral importante. Em 2022, foi o deputado estadual mais votado da história do Espírito Santo, com mais de 138 mil votos.
Mas uma eleição majoritária para o Senado apresenta um desafio completamente diferente.
Agora, Meneguelli precisa transformar uma votação concentrada em sua imagem política em uma candidatura estadual capaz de alcançar eleitores de diferentes regiões do Espírito Santo.
E o cenário não é simples.
Pesquisas recentes mostram Casagrande liderando a disputa, enquanto a segunda vaga permanece aberta e é disputada por um grupo numeroso de candidatos.
A fala que pode marcar a campanha
Ao afirmar que é de centro-direita e responder de maneira contundente aos críticos, Meneguelli tenta deixar claro que não pretende aceitar passivamente o rótulo de “esquerdista”.
A declaração também pode ter efeito eleitoral.
Em uma eleição na qual diferentes candidatos disputam o mesmo eleitorado, qualquer movimento capaz de ampliar ou reduzir a rejeição pode fazer diferença.
Resta saber se Meneguelli conseguirá transformar o discurso de independência em votos.
Por enquanto, uma coisa está clara: a disputa pela segunda vaga do Senado no Espírito Santo promete ser uma das mais imprevisíveis da eleição de 2026.
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Fonte: @azulinhofm no Instagram

