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Inelegível, Pablo Marçal registra candidatura sob decisão judicial e declara R$ 7 bilhões em patrimônio

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O empresário e influenciador Pablo Marçal registrou, neste sábado (15), sua candidatura à Presidência da República pelo PRTB nas eleições de 2026. O movimento ocorre mesmo diante de decisões da Justiça Eleitoral que o deixam inelegível até 2032. O registro, porém, ainda será analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A candidatura só foi possível após uma decisão liminar da Justiça Eleitoral que autorizou provisoriamente a filiação de Marçal ao PRTB com efeito retroativo a 4 de abril, data-limite para filiação partidária de quem pretende disputar as eleições deste ano. A decisão foi tomada pelo juiz Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana de Parnaíba (SP), e ainda pode ser revista.

Patrimônio de R$ 7,4 bilhões

Além da candidatura, outro dado chamou atenção no registro apresentado à Justiça Eleitoral: Marçal declarou possuir R$ 7.418.457.894,00 em patrimônio, aproximadamente R$ 7,4 bilhões.

O valor o coloca, inicialmente, muito acima dos demais candidatos à Presidência em patrimônio declarado. Segundo levantamento com dados do DivulgaCandContas, do TSE, o segundo maior patrimônio entre os presidenciáveis era de R$ 242,2 milhões.

A maior parte da fortuna informada por Marçal está concentrada em aplicações financeiras. Entre os bens declarados aparece uma aplicação de renda fixa de aproximadamente R$ 6,79 bilhões, além de um terreno urbano em Santana de Parnaíba avaliado em cerca de R$ 490 milhões e participações em empresas.

O patrimônio declarado em 2026 também representa uma diferença gigantesca em relação à declaração apresentada por Marçal em 2024, quando disputou a Prefeitura de São Paulo e informou possuir aproximadamente R$ 169,5 milhões. A declaração deste ano é cerca de 43,8 vezes maior.

Candidatura ainda depende da Justiça

Apesar de ter conseguido registrar o pedido, Marçal não está automaticamente autorizado a disputar a eleição.

O empresário possui condenações eleitorais que resultaram em decisões de inelegibilidade pelo TRE-SP. Entre os casos estão acusações relacionadas a abuso de poder político e econômico, uso indevido dos meios de comunicação e outras irregularidades cometidas durante a eleição municipal de 2024.

Agora, a situação deverá ser analisada pelo TSE. O registro de candidatura pode ser protocolado mesmo quando existe uma situação de inelegibilidade, mas a participação definitiva na disputa depende da decisão da Justiça Eleitoral.

Na prática, Marçal tenta ganhar tempo enquanto busca reverter ou suspender as decisões que atualmente impedem sua candidatura. Caso consiga derrubar os impedimentos jurídicos, poderá seguir oficialmente na corrida presidencial.

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Fonte: @azulinhofm no Instagram

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