Tornado gigantesco atinge atinge o Rio Grande do Sul e deixa feridos

As imagens do tornado que deixou um rastro de destruição no Rio Grande do Sul nesta semana chocaram o país. Casas destruídas, árvores arrancadas pela força do vento, postes derrubados e comunidades inteiras afetadas fizeram muitos brasileiros se perguntarem: afinal, tornados desse porte são comuns no Brasil?
A resposta é sim. Embora sejam mais frequentes nos Estados Unidos, os tornados também fazem parte da realidade brasileira, especialmente na Região Sul, considerada uma das áreas mais propícias da América do Sul para a formação desse tipo de fenômeno.
De acordo com dados da Defesa Civil Nacional, entre 1991 e 2020 foram registrados 87 tornados no Brasil. Desse total, cerca de 86% ocorreram nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde o encontro entre massas de ar frio vindas do sul e o ar quente e úmido favorece a formação de tempestades severas.
Ao longo da história, o país já enfrentou episódios devastadores. Em 1948, um tornado atingiu Canoinhas, em Santa Catarina, deixando 23 mortos. Poucos anos depois, em 1959, um surto de tornados passou por municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, provocando cerca de 60 mortes, um dos episódios mais trágicos já registrados na América do Sul.
Em 1991, um tornado de intensidade F4 atingiu os municípios paulistas de Itu e Salto, causando a morte de 15 pessoas e destruindo centenas de imóveis. Já em 2009, Guaraciaba, em Santa Catarina, foi atingida por um dos tornados mais violentos da história recente do país, com ventos superiores a 200 km/h, deixando mortos, feridos e milhares de desabrigados. Em 2015, outro tornado devastou parte de Xanxerê, também em Santa Catarina, destruindo bairros inteiros e provocando prejuízos milionários.
O tornado registrado nesta semana no Rio Grande do Sul ainda passa por avaliação técnica para definição de sua intensidade na Escala Fujita, utilizada internacionalmente para classificar esse tipo de fenômeno. No entanto, os danos observados indicam um evento de grande força, comparável a outros episódios históricos registrados no Brasil.
Especialistas lembram que o país integra o chamado “Corredor de Tornados da América do Sul”, uma faixa que engloba o norte da Argentina, o Uruguai, o Paraguai e o Sul do Brasil. A região é considerada a segunda com maior incidência de tornados no planeta, atrás apenas da famosa Tornado Alley, nos Estados Unidos.
Diante do cenário, meteorologistas reforçam a importância de acompanhar os alertas emitidos pelos órgãos oficiais, principalmente durante a passagem de frentes frias e tempestades intensas. Embora nem todo temporal produza um tornado, as condições atmosféricas no Sul do Brasil tornam esse risco uma realidade que exige atenção constante.
