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Quem é Tereza Cristina, a senadora que aceitou ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro

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Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) realiza primeiro encontro de ex-presidentes da CRE para promover um diálogo sobre desafios e perspectivas da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional no cenário internacional.Em pronunciamento, à bancada, senadora Tereza Cristina (PP-MS).Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) voltou ao centro das articulações da política nacional após sinalizar a aliados que aceitou o convite para disputar a Vice-Presidência da República na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). A composição, entretanto, ainda depende do aval da federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, além da aprovação formal do Progressistas.

Engenheira agrônoma, empresária rural e uma das principais representantes do agronegócio brasileiro, Tereza Cristina construiu uma trajetória de destaque na política. Atualmente, exerce mandato como senadora por Mato Grosso do Sul, cargo que ocupa desde 2023, após dois mandatos consecutivos como deputada federal.

Antes de chegar ao Senado, comandou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento entre 2019 e 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. À frente da pasta, ganhou notoriedade pela abertura de novos mercados internacionais para produtos brasileiros e pela forte interlocução com o setor agropecuário.

Ao longo da carreira, também foi secretária estadual de Agricultura de Mato Grosso do Sul, consolidando sua atuação na formulação de políticas voltadas ao desenvolvimento do setor produtivo.

No Congresso Nacional, Tereza Cristina é reconhecida pela defesa de pautas como o fortalecimento do agronegócio, a redução da burocracia para produtores rurais, a ampliação das exportações agrícolas e a segurança jurídica no campo.

Sua atuação, no entanto, também é alvo de críticas de organizações ambientalistas e de parte da comunidade científica. Durante sua gestão no Ministério da Agricultura, recebeu de opositores o apelido de “musa do veneno”, em razão de seu apoio à atualização das normas relacionadas aos defensivos agrícolas. Seus apoiadores, por outro lado, afirmam que as mudanças buscavam modernizar a legislação e tornar os processos regulatórios mais técnicos.

Caso a aliança com o PL seja confirmada, Tereza Cristina poderá agregar à chapa de Flávio Bolsonaro o apoio de setores influentes do agronegócio, além da capilaridade política do Progressistas em diversas regiões do país. Ainda assim, a composição enfrenta resistências internas dentro do PP, onde parte das lideranças defende uma posição de neutralidade nas eleições presidenciais de 2026.

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