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Greve de trabalhadores da Educação em Aracruz chega a 32 escolas

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Por: Élcio Rissi

A greve dos trabalhadores da Educação da rede municipal de Aracruz chegou a 32 escolas, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes). Em 11 unidades, a adesão dos profissionais chega a 90%.

A paralisação teve início na sexta-feira (3), após meses de negociações com o prefeito Dr. Coutinho (PP) não terem resultado em um acordo. Trata-se de uma greve parcial. Nas escolas de ensino regular, segundo o Sindiupes, as atividades com os estudantes estão previstas para ocorrer das 9h às 11h30, no turno matutino. No vespertino, o atendimento é das 15h às 17h30. Nas unidades de tempo integral, as atividades são realizadas das 11h às 16h30. A alimentação escolar é preservada durante o movimento.

As demandas dos profissionais abrangem: inclusão do nível 1 na tabela de vencimentos do plano de cargos e salários; reajuste de 10,4% para correção salarial; além de diálogo com a Prefeitura de Aracruz e valorização da categoria. “A prefeitura não está querendo conversar com os professores”, afirma Carlos Duarte, diretor do Sindiupes.

Segundo Duarte, o crescimento da adesão ocorre mesmo em um cenário no qual parte dos trabalhadores contratados enfrenta ameaça de perder extensões de carga horária. O sindicato afirma ter reunido relatos sobre a situação e questiona eventuais medidas de retaliação.

Apesar disso, o dirigente destaca que a mobilização segue avançando e que a categoria pretende permanecer em greve enquanto não houver negociação efetiva com a administração municipal. Além disso, segundo ele, pais e responsáveis pelos alunos apoiam a mobilização.

ACORDO SOBRE REPOSIÇÃO

De acordo com o Sindiupes, a categoria está disposta a repor integralmente as horas não trabalhadas em razão da greve. A prefeitura teria apontado a necessidade de garantir o cumprimento do calendário escolar, tendo em vista que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) estabelece o cumprimento de, no mínimo, 800 horas distribuídas em 200 dias letivos para a educação básica.

A Instrução Normativa C-Médio nº 1/2026, da Secretaria Municipal de Educação, prevê que o período de paralisação seja considerado para fins de desconto remuneratório proporcional, ressalvadas as hipóteses legalmente admitidas. Entretanto, o Sindiupes contesta uma eventual utilização do desconto salarial como forma de impedir a mobilização e defende que a reposição seja definida por meio de acordo entre trabalhadores e administração.

O sindicato também cita o entendimento do Supremo Tribunal Federal no Tema 531, relacionado aos efeitos da paralisação sobre a remuneração dos servidores públicos e à possibilidade de compensação mediante acordo.

A secretaria municipal de Educação e a Prefeitura de Aracruz foram procuradas pela reportagem. No entanto, não houve retorno.

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