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Demolição da antiga Ponte Getúlio Vargas entra na reta final e encerra capítulo histórico em Linhares

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Destroços da ponte Getúlio Vargas, que desabou em 2009 matando uma mulher que caminhava no local Crédito: Fernando Madeira

Após quase duas décadas marcadas por abandono e insegurança, a antiga Ponte Getúlio Vargas, em Linhares, está com seus dias contados. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) iniciou a demolição do último trecho remanescente da estrutura, colocando fim a um dos capítulos mais emblemáticos da história da infraestrutura do município.

A intervenção faz parte de uma obra de aproximadamente R$ 25 milhões, financiada por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Além da demolição da estrutura que permaneceu de pé por anos, os trabalhos incluem a retirada dos destroços que ficaram no leito do Rio Doce desde os desabamentos registrados em 2009 e 2011.

De acordo com o DNIT, a demolição está sendo realizada de forma controlada, sem o uso de explosivos, em razão da existência de um gasoduto nas proximidades da ponte. A previsão contratual para conclusão da obra é janeiro de 2027, mas a expectativa é de que os serviços sejam finalizados antes do prazo.

A decisão de remover definitivamente a antiga ponte foi tomada após um laudo técnico apontar risco iminente de novos desabamentos. Neste ano, o DNIT decretou situação de emergência para viabilizar a contratação e execução dos serviços.

Fim de um símbolo do passado

Inaugurada em 1954, a Ponte Getúlio Vargas foi, durante décadas, uma das principais ligações sobre o Rio Doce e teve papel importante no desenvolvimento de Linhares. No entanto, a estrutura entrou para a história por conta dos acidentes registrados nos últimos anos de sua utilização.

Em 2009, parte da ponte desabou, provocando a morte de uma pessoa. Dois anos depois, um novo colapso agravou ainda mais a situação da estrutura, que permaneceu interditada e parcialmente destruída por cerca de 17 anos.

Ao longo desse período, as ruínas também passaram a representar um problema de segurança pública e social, chegando a ser ocupadas por pessoas em situação de vulnerabilidade, fato que motivou cobranças por parte do Ministério Público Federal para que medidas fossem adotadas

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