Comerciante de Água Doce do Norte é preso em Minas Gerais após condenação de R$ 1 milhão por crimes contra adolescentes

Homem estava foragido da Justiça e foi localizado em Uberlândia. Segundo o MPT-ES, vítimas tinham entre 13 e 17 anos e trabalhavam em uma lanchonete no distrito de Santo Agostinho.
Um comerciante de Água Doce do Norte, no Noroeste do Espírito Santo, que estava foragido da Justiça, foi preso em Uberlândia, Minas Gerais, após uma operação conjunta envolvendo órgãos dos dois estados.
A prisão aconteceu no dia 30 de julho, no bairro Morumbi, mas foi divulgada pelas autoridades nesta semana. O homem era procurado após uma condenação na Justiça do Trabalho que determinou o pagamento de R$ 1 milhão por danos relacionados a trabalho infantil e práticas de violência e assédio sexual contra adolescentes.
Segundo o Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo (MPT-ES), as vítimas tinham entre 13 e 17 anos e trabalhavam em uma lanchonete localizada no distrito de Santo Agostinho, em Água Doce do Norte.
As investigações apontaram que o estabelecimento teria sido utilizado como ambiente para aliciamento, assédio e exploração de adolescentes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Foragido desde 2025
De acordo com as informações divulgadas pelo MPT-ES, a prisão preventiva do comerciante havia sido decretada em 14 de agosto de 2025. Após deixar o Espírito Santo, ele passou a ser considerado foragido.
O paradeiro do homem foi descoberto a partir de diligências realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Espírito Santo, em cooperação com o Gaeco de Minas Gerais e a Polícia Militar mineira.
Depois de localizado em Uberlândia, o comerciante foi abordado, levado para uma delegacia da Polícia Civil e posteriormente encaminhado ao Presídio Professor Jacy de Assis, onde permanece à disposição da Justiça.
Condenação de R$ 1 milhão
O caso teve origem em uma investigação conduzida pelo MPT-ES, que resultou em uma Ação Civil Pública e em decisão da Justiça do Trabalho.
A condenação estabeleceu o pagamento de R$ 1 milhão em razão das irregularidades envolvendo adolescentes que trabalhavam no estabelecimento.
O MPT-ES continua adotando medidas para tentar garantir o pagamento da indenização. Entre as providências estão a busca e o bloqueio de bens que possam ser utilizados para cumprir a decisão judicial.
Operação envolveu órgãos do Espírito Santo e de Minas
A localização do comerciante foi possível por meio de uma atuação integrada entre as instituições.
O Gaeco do Espírito Santo realizou levantamentos que indicaram que o homem estaria escondido em Uberlândia. As informações foram repassadas ao Gaeco de Minas Gerais e à Polícia Militar, que participaram da operação responsável pela captura.
O MPT-ES destacou que, embora sua atuação esteja relacionada à esfera trabalhista, a troca de informações com órgãos de investigação criminal permite o avanço de medidas em casos nos quais as apurações apontam possíveis crimes.
O comerciante segue preso e à disposição do Poder Judiciário.
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